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Venda informal do mercado Estrela Vermelha removido

Em cerca de 30 anos de existência o sector informal do Mercado Estrela Vermelha caí perante a força e o poder do Município de Maputo. A Cidade ganha mais espaço para mobilidade e recupera sua imagem original. A retirada compulsiva dos informais acontece depois da desobediência de muitos avisos emitidos pelas autoridades para a retirada voluntária daqueles vendedores.

Vendia-se ali um pouco de tudo, eletrodomésticos, telemóveis novos e de segunda mão, viaturas e respectivos acessórios, material eléctrico e de construção incluindo bebidas alcoólicas. Para muitos incluindo as autoridades policiais o que se vendia naquele mercado tinha origem duvidosa e criminal resultantes de furto e roubos.

O local para alguns albergava criminosos ou estes depois de cometerem vários crimes refugiavam-se ali. A noite da última terça para quarta-feira foi decisiva para a remoção das bancas e barracas que estavam nos passeios ao redor do mercado Estrela Vermelha, precisamente entre as Avenidas Alberto Lithuli e Emília Daússe, Marien Ngouabi e outras ruas próximas.

Ainda na última noite já circulava em várias plataformas um vídeo amador que mostrava os agentes da polícia de protecção e do município a desencadear a remoção. E logo pela manhã confirmou-se o que foi receio e hesitação por longos anos.

O sol raiava pela manhã de quarta-feira e ao redor do mercado via-se uma imagem única que em três ou quatro décadas não era vista. A limpeza pela manhã já avança perante forte presença policial. Os vendedores reuniam-se em grupos e estavam incrédulos. Mas o facto está lá. As bancas e barracas nos passeios já foram removidas.

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Gil estava no passeio da Avenida Emília Daússe há 20 anos, vendia telemóveis, mesmo depois de sucessivos avisos emitidos pela edilidade de Maputo ele disse à reportagem de “O País” que não recebeu nenhum aviso para abandonar o local.

“Sei que há espaços para continuarmos com a venda, mas o que fizeram aqui é triste para muitos de nós que dedicávamos as nossas actividades aqui”.
Tal como Gil está o Crisanto e o Joaquim que também vendiam acessórios de viaturas e material elétrico nos passeios e muros a volta daquele mercado. Eles lamentam a perda de sua mercadoria porque segundo argumentam se soubessem daquela operação não deixariam os seus pertences no local.

Aquela acção enquadra-se na organização da venda informal como sempre defendeu o edil de Maputo, Eneas Comiche e seu executivo. E o chefe da comissão de vendedores Paulo Machava, diz que já se esperava a retirada por via da força de cerca de 500 vendedores Informais visto que não abandonaram voluntariamente o espaço.

“Nós já esperávamos isto, porque houve avisos sucessivos para que eles abandonassem voluntariamente este local e não o fizeram. E a remoção de informais está a acontecer em diferentes mercados da cidade de Maputo e Estrela faz parte desta Cidade”.
Aos vendedores nada lhes resta se não seguir para ocupar os locais já indicados para a continuidade das suas actividades.

Fonte

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